Caros leitores, terminou ontem a copa do mundo da Fifa com a favorita Espanha se sagrando campeã. A copa foi uma das melhores das últimas décadas por causa das boas seleções, de alguns jogos emocionantes e algumas personalidades marcantes. Foi, assim podemos escrever, a copa do polvo Paul, de Maradona à beira do campo,  das musas nas torcidas em especial a paraguaia Larissa Riquelme, das musas reporteres em espacial Sara Carbonero, das agressividades da seleção que enviaram para nos representar especialmente do Dunga, do surgimento de jovens revelações, dos tão comuns erros grosseiros de árbitros e auxiliares, de belos gols, belos jogos, jogos chatos, arrastados e de um merecido campeão.


A copa do mundo é um evento que atrai a atenção de boa parte do mundo e para a graça do esporte saiu dela uma campeã de alto merecimento. A Espanha, como antes já escrevi, é na minha opinião a melhor seleção que surgiu desde do Brasil de oitenta e dois, superior a França daquela mesma época e das ótimas seleções holandesas e dinamarquesas na década de noventa e fins dos anos oitenta. É uma seleção completa que tem uns quinze ótimos jogadores. Casillas é um dos três melhores goleiros do mundo, Sérgio Ramos um bom lateral, uma ótima dupla de zaga que se entende bem e tem a categoria de Piquet e raça de Puyol, um lateral esquerdo que não compromete e, sobretudo, um meio-campo de excelentes jogadores. Xabi Alonso é ótimo, idem o jovem Busquets, Xavi Hernandez é craque e Iniesta quase. Ainda tem Fabregas, David Silva, dois ótimos goleiros reservas, Navas, e um ótimo ataque com Pedro, David Villa e Fernando Torres, este último abaixo do padrão por causa dos problemas físicos. Tem ainda a Espanha uma boa comissão técnica que manteve o padrão e soube explorar a familiaridade dos jogadores e entrosamento destes vindo dos clubes.

Fora a Espanha vimos o poderio alemão em uma seleção muito jovem e já a principal favorita para a copa do Brasil. Vimos a Argentina com um belo time mas sem técnico a altura deste, vimos o fim de uma boa geração de ótimos jogadores ingleses, uma boa seleção holandesa, boas seleções sulamericanas e mais um tanto de times esforçados, além da derrocada do futebol francês envolto desde do início em conflitos internos, e do futebol italiano, exposto aos erros de cartolas que montam um campeonato onde o campeão não tem sequer um jogador italiano em campo.

Vimos ainda o desrespeito com a torcida e povo brasileiro por parte da CBF que teve a ignomínia de enviar para representar nosso país um bando que jamais mereceria o título de seleção comandados pela face que encarna tudo de errado no país, um cartola autoritário, incompetente, com nome sempre lembrado para o insucesso, fora outras questões fora do âmbito esportivo. Fiz minha torcida contra estes e sai feliz por ter previsto a força da seleção espanhola que por todos os méritos se sagrou a campeã. Tivemos algumas seleções fantásticas derrotadas, os casos mais lembrados são a Hungria de 54, Holanda de 74 e Brasil de 82, mas desta vez a justiça foi feita e a melhor seleção, disparada, com muita folga, se sagrou campeã.