No artigo passado comecei a contar sobre os três elementos básicos em uma composição artística, a tal forma como distribuímos os elementos dentro do objeto de arte, e fundamental para o sentimento que desejamos transmitir não obstante a arte a qual trabalhamos.

Talvez alguns estejam achando que é uma grande bobagem usar a composição artística no dia-a-dia, porém estão enganados, pois todos fazem uso dela em algumas tarefas diárias, nem que seja na hora de combinar duas peças de roupas ou montar o prato do almoço.

Deixei um exercício no primeiro capítulo (http://www.grobsch.com.br/?p=1961) e abro o segundo capítulo com a explicação do mesmo para então prosseguir com os elementos da composição. O quadro de Da Vinci, um mestre completo em se tratando de composição, era o da esquerda, eu rebati a imagem utilizando o GIMP para mostrar as diferenças. Dos três elementos básicos da composição apenas um segue inalterado quando se espelha uma imagem horizontalmente, a linha do horizonte, o ponto forte muda de lugar e a linha forte perde a elegância por conflitar com a percepção da cultura visual. Complicado?

Dos elementos básicos a linha do horizonte é aquele que todos identificam facilmente, é a linha imaginária na altura dos olhos e que separa a parte superior e inferior da visão. Buscando no Wikipedia, o oceano forma a linha do horizonte perfeita, qualquer que seja a altura em que se observa, seu horizonte estará na altura dos olhos do observador. Na composição artística é ideal colocar a linha do horizonte em um dos terços superior ou inferior no desenho, quadro ou fotografia, jamais deve-se deixar a linha do horizonte centralizada. Essa é a mais básica das regras e a mais fácil de ser aplicada.

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Na imagem abaixo vemos a posição correta e errada da linha do horizonte.

três terços

Olhando para a imagem, que baixei no http://fyrstudio.com/blog, vemos algumas linhas acinzentadas, fiquem com estas linhas na memória pois falarei delas mais adiante, elas representam a indicação dos três terços verticias e horizontais.  O principal agora é a posição da linha do horizonte, correta na fotografia da esquerda, poderia também estar no terço superior da foto, como no exemplo abaixo, foto que tirei outro dia em Copacabana.

Copacabana

A leitura do posicionamento da linha do horizonte depende dos elementos da composição, certas vezes é melhor posicioná-la abaixo e em outras no terço superior, mas a posição deve seguir a noção dos três terços.

Sobre os três terços verticais e horizontais, falarei de modo separado mais adiante, porque na verdade eu gosto de focar em outro ponto quando menciono a regra. Na primeira imagem fica evidente a divisão da foto em nove quadrados, ou seja, três terços verticais e horizontais. A linha do horizonte, bem como o olhar em caso de fotografia, não devem ficar no terço horizontal mais centralizado da imagem, como expliquei acima, e para que servem os terços verticais, explicarei depois.

Existe ainda outro elemento fundamental para a qualidade da composição que se espalha na horizontal, a linha forte. Por linha forte se tem a linha horizontal onde estão dispostos os principais elementos da composição. O posicionamento da linha forte deve seguir a regra dos três terços, nunca esta deve ficar na área central da imagem. É possível, certas vezes mais agradável em caso de paisagem ou marinha, colocarmos a linha do horizonte no terço oposto ao da linha forte.

Na imagem abaixo a linha forte, aquela composta pelos elementos mais importantes da imagem, existe na horizontal imaginária que passaria pela média do centro de gravidade dos vários elementos, ou seja, a linha onde o olho humano faz o contato com os elementos principais da imagem, desde de que seja com ângulo menor que 45°. Complicado novamente? A linha do horizonte é forte porque o olho humano a procura, esta chama atenção, para ser uma linha forte devemos dispos elementos no eixo horizontal como em fila, como os círculos do desenho. Esta fila de círculos formam a linha forte.

linha forte

A linha forte, ao contrário da linha do horizonte, é impactada pela distribuição dos elementos na extensão desta, o ponto crucial para o que falarei na aula seguinte. Por enquanto deixo para vocês estudarem e pesquisarem em fotografias e pinturas, a posição da linha do horizonte e da linha forte, como escrito acima. E para brincar com vocês, observem a Monalisa de Da Vinci, a pintura tem duas linhas de horizonte diferentes, coisa de gênio.

Agradeço a todos pela visita e aguardem os próximos artigos. Aqueles que são cadastrados no Doode e fazem para do grupo de Artes Visuais, podem acompanhar os mesmos artigos com comentários e participação efetiva, comigo online esclarecendo certos aspectos do texto.