Espacial + Peso + Psicodelismo
Caros leitores, no universo do rock o estilo o qual eu sou maior apreciador é o progressivo, contudo ainda assim existem algumas características peculiares ao meu gosto musical no que tange ao prazer de ouvir e viajar ao redor de mágicos universos e seres encantados. Essas – chamemos de qualidades – características que em minha opinião separam um disco excelente de uma obra prima são aquelas que devem tocar a alma do ouvinte e cada qual tem as proprias, como eu tenho as minhas, listadas abaixo.
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Em primeiro lugar eu sou fã dos bons vocalistas como Peter Gabriel, Paul McCartney, Francesco di Giacomo, contudo a característica número um do disco perfeito é ter poucos vocais. Pode parecer curiosa a afirmação, mas acho que um disco deve ter vocal em cerca de trinta por cento deste, sendo assim mais instrumental. Outra obrigatoriedade é ter – falarei em outro artigo mais sobre – um excelente baterista, que não passe uma hora marcando passo e sim brinque com a música, o tema e tenha momentos inspirados.
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Uma música mais instrumental com um baterista craque para abrir os trabalhos, e quanto ao estilo, o rock espacial, viajante, entretanto mais pesado e psicodélico do que propriamente um som tipo new wave ou world music, com momentos de delírio, com solos, com viradas e com algum humor. Mais instrumental, espacial, viajante, pesado, psicodélico, com viradas, com arritimias, delírios e uma ótima banda por trás, falta um toque de algo barroco para limitar o delírio sinfônico, assim é feita uma canção próxima a perfeição. Tal definição tem muito do estilo implementado pelos alemães na década de setenta. Nascidos do Krautrock, muito mais psicodélico e experimental, uma série de bandas alemães alcançaram sucesso mesclando a atualidade sonora do país a elementos ingleses, especialmente de Pink Floyd e King Crimson, com isso criando um meio termo entre Krautrock e Space Rock simplesmente extraordinário. Desta época, bandas como Grobschnitt, Eloy, Nektar, Mythos, Wallenstein, Pell Mell entre outras conseguiram lançar discos memoráveis. O mais de todos é um disco ao vivo do Grobschnitt, chamado Solar Music Live. Praticamente instrumental, pesado, viajante, cômico, teatral, psicodélico, ensandecido, este disco é a obra máxima do rock espacial temperado de kraut.
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As bandas italianas foram para um caminho próprio, tecendo um estilo mais barroco, mais delicado em cima do sinfônico inglês o qual é muito mais egocêntrico. Bandas como P.F.M, Le Orme, Banco del Mutuo Soccorso, Latte e Miele, Quella Vecchia Locanda entre outras, criaram um estilo natural italiano, aliás em praticamente todo o universo progressivo os tais grupos pertencem a um sub-estilo separado denominado, rock progressivo italiano, ou sinfônico italiano.
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Das bandas inglesas, Pink Floyd, Genesis, Camel, Jethro Tull, King Crimson e Gentle Giant foram as que mais chegaram perto da perfeição, sendo que o Pinkf Floyd adotou um progressivo bem espacial e psicodélico de altíssimo grau de qualidade e ajudou a criação dos estilos que eu tenho mais apreço. Curiosamente, o Genesis talvez seja a banda que eu considero a melhor, contudo do Genesis nasceram bandas bem inferiores e também o Néo Progressivo, estilo que eu desgosto, enquanto que do Pink Floyd e King Crimson nasceram bandas que caíram mais no meu gosto pessoal citado acima.
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Alguns discos imperdíveis a conferir, com as mencionadas características: Solar Music Live (Grobschnitt), Floating (Eloy), Blitzkrieg (Wallenstein), Banished Bridges (Novalis), Mythos (Mythos)…
26 de setembro de 2009 - 17:16
eu acho psicodelismo um show, pricipalmente umas bandas como pink floyd!
26 de setembro de 2009 - 18:05
@CRONI: O Pink Floyd mistura space com progressivo e psicodelimo. É uma das maiores bandas de todos os tempos.