Caros leitores, para o meu gosto pessoal toda a música popular de origem no rock’n roll ou similares tem uma primeira e mais forte necessidade, seja em uma banda ou em um grupo que acompanhe um artista solo, a presença de um baterista genial. Ao rock’n roll sempre diagnosticamos a presença e importâncias dos guitarristas em primeiro plano e músicos de outros instrumentos e comumente delegamos aos bateristas e contra-baixistas um papel secundário de marcação, pois bem, eis o mote deste artigo, valorizar a música que adiciona em equilíbrio qualidade, leveza e habilidade à marcação.


Muitos jovens passaram a gostar de rock progressivo graças a uma banda do chamado Metal Progressivo nascida nos Estados Unidos no final da década de noventa do século passado, o Dream Theater, e apesar de pessoalmente não gostar dessa banda, devo acrescentar que a mesma tem um ótimo baterista, Mike Portnoy, e este artista por de trás das baquetas, como tantos outros anteriores, é um dos responsáveis pelo sucesso desta banda americana.

Algumas das mais importantes bandas de rock no mundo nasceram ou cresceram tendo entre os membros valiosíssimos bateristas. Gosto de citar dois como, não os maiores nem melhores, todavia, como pensadores e idealizadores das bandas que participam, de maior importância ao cenário do rock, especialmente progressivo, já que as bandas destes não existiriam sem a presença dos mesmos, são eles: Eroc (Joachim Heinz Ehrig) e Christian Vander.

Christian Vander

Christian Vander é o melhor exemplo de uma banda ao redor do baterista. Fundador e idealizador não apenas do Magma mas também de todo um estilo que se proliferou durante a década de setenta especialmente na França, país de origem da banda, e países vizinhos, chamado Zeuhl. Zeuhl é um dos mais originais e complexos sub-estilos do progressivo e o Magma o maior representante. Ainda hoje em atividade, a maior banda francesa de rock progressivo virou o mundo de pernas para o ar com a criatividade maior que trouxe consigo, incluindo uma nova língua a qual as letras das músicas são compostas, o Kobaïan, língua criada pelo genial Vander. Vander é o primeiro nome da lista dos fabulosos bateristas pela criatividade de ajudar no nascimento de um estilo, por ter inventado uma própria língua e ainda fazer nasces uma banda genial.

Eroc

Eroc é o segundo nome da lista porque é um dos pais de uma das maiores e melhores bandas da história e uma das mais conhecidas dentro da Alemanha, o Grobschnitt, além disso o baterista é extraordinário. Dono de um toque precioso e criatividade especialmente empregada na mescla dos estilos disponíveis, Eroc ajudou a fundar um sub-estilo – poucos costumam afirmar o que se segue – dentro do maior estilo alemão do progressivo, o Krautrock. Eroc ajudou a moldar o que dezenas, talvez centenas, de bandas alemães usariam como base, um krautrock espacial. Eroc é aquele que criou na Alemanha o melhor da mistura do rock originalmente alemão com toque inglês oriundo do psicodelismo e space rock. O Grobschnitt é a banda que melhor representa este grupo de alemães que com maestria única uniram o space rock e o psicodelismo ao krautrock, e Eroc é o maior pensador por trás da banda. Genial instrumentista e genial compositor.

Falarei de outros bateristas mais para frente, um a um, a lista seguirá com mais alguns gênios. Bill Brufford, Phil Collins, Ian Paice, Keith Moon, John Bonham, Billy Cobhan e tantos outros.